Enquanto Dormimos, a Alma Grita: Sonhos, Catarse e Liberação Espiritual
- Lorena Lisboa
- 14 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Por Prosaterapia
Há um universo que se revela quando fechamos os olhos. Um campo sutil onde a alma, liberta dos ruídos da matéria, expressa tudo aquilo que não pôde dizer durante o dia. Nos sonhos, os véus se erguem. Lá, não há máscaras, não há disfarces, não há racionalizações. Há apenas a verdade da alma, em sua mais pura e crua inteireza.
No sono, atravessamos dimensões invisíveis, e nesse desdobramento silencioso acontecem grandes curas. O corpo descansa, mas o espírito trabalha. E quando há acúmulo emocional, repressão de sentimentos ou rupturas não digeridas — o inconsciente grita por meio de imagens simbólicas, encontros impossíveis e diálogos que nunca aconteceram na vigília.
Esses sonhos não são meras repetições da mente cansada. São terapias da alma. Espaços sagrados de liberação, onde dores ancestrais, traumas familiares, e feridas do afeto ganham forma para, finalmente, serem reconhecidas.
Em uma única noite, podemos visitar lugares do passado, reencontrar almas importantes e até receber mensagens de planos superiores. E é justamente nesses encontros que a alma se desintoxica daquilo que não pôde ser dito, vivido ou encerrado. A catarse que sentimos ao acordar — seja choro, aperto no peito, dor física ou um silêncio profundo — é o eco de um movimento real, vibracional, espiritual.
Quando a alma se vê presa a laços que já não sustentam o amor, ou que foram moldados por ilusões e expectativas, o corpo fala. A dor na coluna que paralisa, a tensão muscular que não cessa, a insônia que retorna — tudo é sinal de que algo interno está sendo empurrado para ser visto.
Os sonhos são portais de cura. Nos desdobramentos noturnos, podemos finalizar ciclos, encerrar pactos inconscientes, libertar emoções contidas e abrir caminhos para o novo. Mas é preciso escutar. Sentir. Acolher. Anotar o que se sonha, honrar o que se revela e perguntar-se: o que minha alma está tentando me dizer com tudo isso?
Permita-se silenciar. Permita-se sentir. Permita-se sonhar com consciência.
Porque enquanto dormimos, a alma grita. E quem ouve, desperta para uma nova vida.



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